sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Ocaso e alba



Pássaros encobertos cantavam: a neblina retirou-se de mansinho


           Acende-se a noite da cor das rosas/ luzem os mastros/ talvez os astros
                         mas não os vejo/ neste terraço/ que dá pró Tejo.
             Aqui me sento e não me sinto/ daqui disfruto e não me minto.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Mundos flutuantes




 Eu vi o mundo abrir-se em dois / e já não sei se vi / ou se sonhei / que se fechou depois...

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Ode insulana

                                                             
 «...No mar tanta tormenta e tanto dano/ tanta necessidade avorrecida...»

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

amargófilos e errantes


Acostumei-me às maçãs amargas
acostumei - me ao sal da lua
acostumei - me às lições diárias
da rua
                 Salette Tavares

O coração
No deserto,
vi uma criatura nua, brutal,
que de cócoras na terra
tinha o seu próprio coração
nas mãos, e comia…
Disse -lhe: «É bom, amigo?»
«É amargo -respondeu-
amargo, mas gosto
porque é amargo
e porque é o meu coração».
 Stephen Crane / Herberto Helder (versão)
  

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Eu não- fecho a fábrica








                                 As fotografias são do Pedro Barbosa e o texto do Samuel Beckett.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Despedida

Meus olhos continuam abertos
o mundo enxergo e dele registo o que me apraz
de divulgá-lo, no entanto, não sou capaz:
limite de armazenamento-assinalam os albuns Picasa,
e eu fico triste-tão triste- dentro de casa...