segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Euskal poetak

urte ugari daramatzat bizkarrean itsatsita
infernurako zigorrak pilatzen ditut tximeleten hiltzaile amateurrak bezala
eta nire arimaz alferrik kezkatzen ziren horiek nire izenean egin zituzten otoitzak apurtzen ditut
galdurik nago
erbesteratua
inorena
eta horrela
lehertzen naiz

nire akatsezko izatea haragi azpian ezkutatuz

Izaskun Gracia Quintana ,Bilbao, 1977


 levo anos de pecados às costas
 acumulo penas no inferno qual assassino afeiçoado a mariposas
 e quebro os votos que em meu nome fizeram os que em vão se preocupavam com a minha alma
 estou perdida
 desterrada
 alheia
e como tal  
estilhaço

escondido debaixo da carne o meu ser feito de erros
                  ( a tradução, do espanhol, é minha)

Incêndios



             Urbana

Ninguém reparou na morte
 sua, dos animais, o pássaro, o cão,
 dóceis no desamparo,
 o prédio estalando
 sob a ruína da luz, massa
 que coze no forno rubro.

Ninguém reparava.


             Luís Quintais (1968)



sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Vestido ou nu?


 o vento agita
           o

            vestido de chita

                    da casa
                               da Rita
   
         
 descubro a parede nua- agora vestida de words...

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Ana Hatherly



Às vezes
 perigosamente
 as veias coagulam
 Não percebem:

viver é uma hemorragia calculada
 



Que mundo desmaiado é esse
 onde o final é
 um branco esquecimento?
 Com tímida audácia
florimos em nada




O poeta caminha por palavras
 bate em duros muros
 com um surdo rumor
 enterra-se no pó da língua




terça-feira, 4 de agosto de 2015