segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Cartas portuguesas do dragão

Uma sota em cima da mesa
4 espadas apontadas para ela
 2 paus para serem empunhados
Um cavaleiro e um dragão
de copas,
 de cócoras
puxam-lhe o vestido dourado
A rainha baralha
corta o rei
o par faz uma mão
o povo assiste

Não há sequência...



domingo, 9 de outubro de 2016

« Anónimo »







                                             2 fotografias de fotografias de José Luís Neto


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

domingo, 2 de outubro de 2016

Trans Lúcida


DECLARAÇÃO DE INTENÇÕES

Para aqueles que insistem em diluir
isto que escrevo aquilo que eu vivo
é mesmo assim, embora aluda aqui
a requintes que com rigor esquivo.


À língua deito lume, o que invoco
te chama e chama além de ti, mas versos
são uma disciplina que macera
o corpo e exaspera quanto toco.


Fazer poesia é árido cilício,
mesmo que ateie o sangue, apenas pus
se extrai, nem nunca pela escrita


um sólido balança, ou se levita.
Então sobre o poema, o artifício,
a borra baça, a mim a extrema luz.



Margarida Vale de Gato (1973)