quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Donald Duck


                                   Excertos da imprensa on-line e redes sociais

ABSTENÇÃO: O voto nos Estados Unidos não é obrigatório e a participação nos actos eleitorais é tradicionalmente baixa: a taxa de abstenção aproxima-se dos 50%. Segundo os números do Center for the Election Innovation and Research, desde 1980, o número de eleitores que votaram em eleições presidenciais variou entre o mínimo de 48% e o máximo de 57%, registado em 2008 quando Barack Obama foi eleito pela primeira vez para a Casa Branca.
 in   PUBLICO


O menino malcriado
«Em criança foi um menino rico malcriado que só pensava em fazer maldades. Como os pais sempre pensaram que ele era um rico menino, plantaram -no numa Academia Militar para ter correcção e digna evolução. E aí se cultivou e aprendeu o fascínio da autoridade , da superioridade, do "posso, quero e mando" à escala Universal. Depois de algumas tropelias normais, porque "de pequenino, se torce o pepino", chegou à vida civil, para trabalhar. O pai, benemérito astuto, percebeu que o rebento tinha futuro e entregou -lhe milhões para ele esbanjar e "criar um nome". Coisa que ele fez a preceito, investindo em super arranha-céus , dezenas de casinos, concursos de beleza cultivando o lado predador sexual- não misógino, atenção!- , reality show que as massas sempre sado-masoquistas adoraram porque ele era brutal a despedir pessoas!!!, e caindo em falências sucessivas que o adolescente chico-esperto transformou em infelicidades do sistema para ficar livre do indecoroso dever de os milionários pagarem impostos.
E assim foi continuando impune, vaidoso, inculto e manipulador, mas sábio palhaço manobrando a cenoura e o chicote , a sedução e o terror.
Até que deu mais uma enorme fuga para a frente, candidatando -se a presidente dos Estados Unidos! Porquê? para quê? para poder ocultar o estado permanente de falência nas suas empresas, alterar o Supremo Tribunal, e abastecer-se a si e à sua numerosa quadrilha.
E o menino malcriado já diz " Sou o DONO do MUNDO!"
Não desejo o Mal a ninguém , mas lembrei -me do naufrágio do TITANIC.»


terça-feira, 8 de novembro de 2016

Rosa dos inventos


Viajaste pelo sul-
- pelos mares do sul
 e
voltaste ao teu lugar
  a sul do norte
  a oeste do ocaso
  a leste
 do acaso de
  nenhum nada;
a volta deste
para tornares um dia
   a partir.




















segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Receitas


Receta para el amor

Nunca puedo cocinar a partir de un libro:
todo medidas exactas e impersonales.
Necesito que alguien me muestre
paso a paso cómo se hace.

Soy un cocinero vago; no empecé
a explorar y a experimentar hasta que no estuve cocinando
sólo para mí.

Echamos una pizca
de esto, cocinamos al gusto, probamos cada poco
lo que estamos preparando.
Nos daremos de comer
el uno al otro. Si falta algo
improvisaremos.

Todo lo que sé de la cocina lo he aprendido de una amiga
que me dijo: ‹‹El secreto de cocinar es no dejar nunca
que la comida huela tu miedo.››

Es también todo lo que sé del amor.

Entramos a la cocina

y te lo muestro.

Lawrence Schimel, EUA (1971)
Maria Beatriz

domingo, 6 de novembro de 2016

Sabedoria oriental


Não há buril para a mágoa
Nem sovela para o coração apertado
Não há tintura para o humor
Nem fogo para o frio interior

Mas basta um pouco de vinho.


Po Kiu Yi, China (772-846)
(a tradução, do francês, é minha)

sábado, 5 de novembro de 2016

Outono peruano


(...) La foca usa navaja de afeitar
 Pero todavía es más triste la canción del loco
 Cerca de la arquitectura fría de una mujer anunciada
 Por el pico las hojas el otoño
 La foca baila mejor que el otoño y su sangre es más
dulce
Las muchachas tienen una ausencia o un violín sin
cuerdas
 Mire usted ésta sin rabo
 La otra alarga el pie insigne de silencio
 Quién pinta el sueño con sangre de buey de otoño
 Las muchachas son más dulces
 Hay que pasar
 El agua llega a las barbillas
 Es más dulce
 Hay que pasar no olvides
 Cuánta sangre y no agua
 Cuánto olvido y no otoño
 La última elegía de las hojas muertas

E.A. Westphalen, Peru (1911-2001)


















quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Novembro






  



Fui finalmente ao encontro do Outono- levei-te também sem dar por isso...
Trouxe fetos, musgo de muros e paredes, cogumelos redondos de rente ao chão ou fungos-prateleira que subiam as árvores, de onde continuadamente desciam folhas e ouriços que sonoramente soltavam castanhas. Não havia vento nem frio nem quente- nem a lua se via.
apenas  em canteiros e jardins, inesgotáveis flores de muitas cores e um ar cuja pureza absorvia o sulfúreo olor dos repuxos.
Levei-te também sem dar por isso... mas com alguma água te tirei de lá de onde tu estavas; talvez não voltes a esconder-te em mim e sei que terei saudades de te sentir nos meus orgãos ou deles te ver desprender em silêncio e vertigem.