sexta-feira, 21 de junho de 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Servidões e flores
...falta-me até a compreensão do tudo que me falta
quiçá
«o êxtase infernal de santa teresa de ávila
arrebatada ar acima
num orgasmo anarquista.»
H.H me serviu.
São rosas apenas rosas meus senhores e outras incontáveis flores que no campo crescem meus senhores!
quiçá
«o êxtase infernal de santa teresa de ávila
arrebatada ar acima
num orgasmo anarquista.»
H.H me serviu.
São rosas apenas rosas meus senhores e outras incontáveis flores que no campo crescem meus senhores!
sábado, 11 de maio de 2013
Ofício de marear
Os navegadores
Navegar é preciso
viver não é preciso
Se a constelação indica o rumo
então é preciso olhar para o céu
e alcançar essa estrela sem nunca a perder de vista.
Porém, a uma distância tão grande,
mais vale navegar às cegas.
Navegar é preciso
viver não é preciso
Não se corrige o leme endireitando o navio.
Escreve-se a bombordo.
A estibordo repousa-se, mas os corações rufam
rendidos.
A tempestade aproxima-se, sabe o gajeiro que grita.
Com que mar maldito misturámos o nosso destino.
Em que oceano infinito decidimos aprender a viver.
Navegar é preciso
viver não é preciso
O norte da bússola, cravaram-no
na costela flutuante do seu flanco esquerdo.
Abriram os braços
para abarcar os limites do antigo horizonte
e o peixe-espada perfurou-lhes as palmas das mãos
e pregou-os no cimo do mastro húmido.
Com doçura olhavam para o céu,
a fronte mortificada por uma coroa de sal.
Não houve uma lágrima, suponho:
dos homens mais rudes se diz que não choram.
Três dias mais tarde,
finda a faina do bacalhau,
dos mastros, rijos, todos os homens foram descidos.
Mas não subirão nunca ao céu,
porque navegar lhes é preciso.
Eduardo Langagne (n. México, 1952 ) , Naveguar es preciso
sexta-feira, 10 de maio de 2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
Cassandras leitoras
Que as forças saiam. A combates.
Capturem o Cervo, rival.
Poema Enigma (China-séc.XVIII?)
Corpo meu fará quadrado.
Corpo meu duro que é.
Embora palavra não diga
Palavras guarda. E responde.
Poemas anónimos,versões de Gil de Carvalho
domingo, 31 de março de 2013
Estórias da carochinha.
Saiu de Sofala o futuro Fala-só no seu cavalo gentio e com ele conversava ao sulcar o mar bravio.
Quando no Tejo entrou e na praça descansaram avistou-os dom José que, com modos altaneiros, confiscou o belo equídeo-presenteando-o com um gato para o acompanhar...mas o felino arranhava
recusando-se a falar, fugindo pra uma janela, de onde ficou a mirar a senhora na cozinha e a gente a passar.
Vexado e só, o viajante pôs-se a milhas, parando numa travessa, onde ninguém o topou.
No terreiro sem delongas o rei monta o animal. Mudo se queda o corcel perante a fúria real e ainda hoje lá estão em cima dum pedestal.
Subscrever:
Mensagens (Atom)