Desde que li o poema de C.Drummond de Andrade ( futebol se joga no estádio, na rua, no morro, na alma ...) pude entender melhor o fascínio que esse desporto exerce, consciente ou inconscientemente, sobre crianças e adultos: tem a ver com o desejo de levar o corpo aos seus limites, de, ícaros sem asas, nos libertarmos da «triste lei da gravidade», de fazermos algo em grupo- tão visivelmente infantil, como correr para uma baliza-contrariando a pesada solidão das existências- brincando.
domingo, 17 de junho de 2012
Matéria para reflexão
«A seleção grega ganhou ontem; talvez a portuguesa vença hoje.» - dou por mim a pensar, eu que até não vou em futebóis...é que da janela aberta da sala, chegam-me vozes em uníssono cujo tom não consigo descodificar, mas que não posso,de modo algum, ignorar.
Desde que li o poema de C.Drummond de Andrade ( futebol se joga no estádio, na rua, no morro, na alma ...) pude entender melhor o fascínio que esse desporto exerce, consciente ou inconscientemente, sobre crianças e adultos: tem a ver com o desejo de levar o corpo aos seus limites, de, ícaros sem asas, nos libertarmos da «triste lei da gravidade», de fazermos algo em grupo- tão visivelmente infantil, como correr para uma baliza-contrariando a pesada solidão das existências- brincando.
Ouço carros buzinando: Portugal ganhou?!
Desde que li o poema de C.Drummond de Andrade ( futebol se joga no estádio, na rua, no morro, na alma ...) pude entender melhor o fascínio que esse desporto exerce, consciente ou inconscientemente, sobre crianças e adultos: tem a ver com o desejo de levar o corpo aos seus limites, de, ícaros sem asas, nos libertarmos da «triste lei da gravidade», de fazermos algo em grupo- tão visivelmente infantil, como correr para uma baliza-contrariando a pesada solidão das existências- brincando.
terça-feira, 5 de junho de 2012
ESTIO
O vento modera o calor que, desta vez, deve ter vindo para ficar e ajuda a desintegrar a besta que vive em nós ou se disfarça nas paredes do bairro que habitamos.
Fogoso, o cavalo solta-se do carrocel ao qual sempre pertencera e galopa desabridamente rumo à praia
que o chama.
É o estio instalando-se na cidade.
terça-feira, 29 de maio de 2012
Fórmula de despedida
Uma forma de me despedir
… Nos fins de setembro quando eu partir
de uma cidade seja ela qual for
quando eu pressentir que alguém morre
que alguma coisa fica para sempre nos dias
e ou nuns olhos ou numa água
num pouco de água ou em muita água
onda do mar lágrima ou brilho do olhar
eu recear seriamente vir-me a submergir
direi alto ou baixo conforme puder
com a boca toda ou já a custar-me a engolir
as palavras mar ou mulher
com certo vagar e cada vez mais devagar
mulher mar
depois quase já só a pensar
o mar a mulher
Não sei mas será
talvez mais que outra coisa qualquer
uma forma de me despedir
Ruy Belo
domingo, 20 de maio de 2012
sábado, 19 de maio de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Revisitação de lugares não apropriados
por vezes
a mágoa por vezes o fumo a busca de rumo-e assim me consumo
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