sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

outras guerras, outros governos...



Velimir Khlébnikov (tradução de Augusto de Campos)

Hoje de novo sigo a senda
Para a vida, o varejo, a venda,
E guio as hostes da poesia
Contra a maré da mercancia.


Eu
Vladímir Maiakóvski (tradução de Haroldo de Campos)

Nas calçadas pisadas
de minha alma

passadas de loucos estalam
calcâneos de frases ásperas
Onde
forcas
esganam cidades
e em nós de nuvens coagulam
pescoço de torres
oblíquas
soluçando eu avanço por vias que se encruzi
-lham
à vista
de cruci-
fixos
polícias

1913

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

guerras e governo


TREVAS



Velimir Khlébnikov


Quando  não aguento  mais o  tédio,
Saio para o  sol  em  disparada,
Asa esvoaçando pelo  éter,
A virtude  e  o  vício  misturados.
Morro, eu  morro, o  sangue  escorre  a  cântaros
Na couraça  do  meu  corpo.
Caio em  mim– e  então,  de  novo,
Só enxergo  a  guerra  em  teu olhar.

Tradução de André Vallias

















RECUSA

Gosto muito mais
De olhar as estrelas
Que de assinar uma sentença de morte.
Gosto muito mais
De escutar a voz das flores
Que murmuram: ‘é ele!’,
Quando passo pelo jardim,
Que ver as armas
Que matam aqueles
Que me querem matar.
É por isso que eu nunca,
Nunca
Serei governo!


Tradução de Manuel de Seabra.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Para os meus amigos




É melhor tentar e falhar, do que preocupar-se e ver a vida passar.
É melhor tentar, ainda que em vão, do que sentar-se, não fazendo nada até ao final.
Eu prefiro na chuva caminhar, do que em dias frios em casa me esconder.
Prefiro ser feliz, embora louco, do que em conformidade viver


Martin Luther King

                              2014 é o ano de todos os andamentos-podem crer!