«No céu da minha garganta, eu tenho a cantar, pássaros que quando cantam, não posso conter, solto o que se levanta do meu ser e voa ao sol no voo enquanto sou...»
...«ânsia de que a vida seja mais cheia de vida pelas alamedas, pelas avenidas, em aroma cor e som...»
...« mas quando num grito, raro, se apossa de mim o espírito desses pássaros que não tem fim, espalho-o pelo espaço que não há com amor e com arte, garganta e ar...» Tetê Espíndola
Vitorino
Nemésio, O bicho harmonioso Coimbra, Revista de Portugal, 1938 (1ª ed.)
Azorean
Torpor
é um termo que foi inaugurado pelos irmãos Joseph e Henry Bullar, no
livro A winter in the
Azores, and a summer at the baths of the Furnas e refere-se ao
entorpecimento e apatia que se instalava nos visitantes, por causa do clima, do
isolamento, da vastidão. O termo foi reutilizado por Vitorino Nemésio, por
Alice Moderno e outros.
Quem inventa
ilhas apenas cria
sabidos paraísos e infernos ainda iguais
às vidas já vividas na agonia
de ser o menos e almejar o mais.
Quem em ilha
nasce logo cedo reconhece
onde o menos se distende e como o mais fenece.
Terras. Porto, Campo das Letras-
Editores,S.A.
Esta cantiga da terra abre, no entanto, perspectivas novas sobre o assunto. Obrigada,José.